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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

De onde vêm as boas ideias - Steven Johnson

Dublagem: Editora Zahar

Steven Berlin Johnson é um norte americano que escreve sobre ciência. Já foi citado como um dos mais influentes pensadores do ciberespaço pelos periódicos Newsweek, New York Magazine e Websight. É editor-chefe e co-fundador da Feed, premiada revista cultural on-line. Johnson graduou-se em semiótica pela Brown University e em literatura inglesa pela Columbia University. É autor de Cultura da Interface (2001), publicado com sucesso no Brasil por esta editora. Nesse vídeo ele aborda idéias que estão em seu livro De onde vêm as boas ideias (220 páginas, R$ 36,00), publicado no Brasil pela Zahar, e explana sobre geração de idéias, foco, perseverança, conectividade e troca de idéias. Nada estranho para um empreendedor... Ao fim analisando o cenário da interconectividade parafraseia Pasteur "O acaso favorece a mente conectada".




Abaixo segue uma palestra que Steven apresentou no TED.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Que Devemos Saber Antes de Começar Um Projeto de Inovação?

O que?: O que estamos tentando realizar com o esforço de inovação? Quais são os objetivos e que indicadores vamos usar? Quais os riscos que estamos dispostos a enfrentar? Que “vacas sagradas”devemos evitar?

Por que?: Por que queremos inovar? Por que não continuar fazendo o que estamos fazendo? Por que um esforço de inovação faz sentido? Por que inovar em torno desta questão ou oportunidade em particular?

Quando?: Quando queremos os resultados da inovação? Quando é que podemos ter as pessoas e os recursos financeiros que precisamos? Quando é que podemos começar?

Onde?: Onde devemos concentrar os nossos esforços? Onde, no futuro, está o nosso alvo? Onde estão os clientes que devemos considerar?

Quem?: Quem é o financiador? Quem vai aprovar ou comercializar as idéias? Quem é o cliente final das nossas ideias? Quem é o árbitro final em caso de divergências? Quem estará envolvido no projeto?

Como?: Como devemos trabalhar? Como as ferramentas e as técnicas existentes poderão ser úteis? Como podemos usar novas técnicas? Como podemos implantar a inovação nos nossos negócios?

Fonte: The W’s of Innovation

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sir Ken Robinson -- Mudando Paradigmas Educacionais

O vídeo abaixo é uma síntese de uma palestra de Sir Ken Robinson (60), educador inglês e forte crítico de uma série de políticas e práticas educacionais. Para quem gostar sugiro o livro O elemento-chave, publicado no Brasil pela Editora Ediouro.

Learning to Change/Changing to Learn



Essa é a versão legendada em português de um interessante vídeo de 5' chamado Learning to Change/Changing to Learn (aprendendo a mudar, mudando para aprender). O vídeo foi produzido pela Fundação Pearson em parceria com o Consórcio para a Escola de Redes (CoSN) no intuito de estimular a discussão sobre os desafios e oportunidades da integração da tecnologia na prática de ensino em todo o mundo.


As opiniões destacadas chamam a atenção para a necessidade de todas as entidades ligadas à educação atentem para o desenvolvimento de práticas de ensino contemporâneas que incorporem a tecnologia para individualizar e maximizar o aprendizado dos educandos. A incorporação de tecnologias digitais e a necessidade de rever os processos de formação, numa realidade de alunos conectados, on-line, são desafios que a escola deverá enfrentar para se tornar contemporânea do século XXI.


O vídeo foi realizado em Cingapura durante a Pearson International 2008 Conference on Science & Mathematics traz interessantes pensadores e educadores. Vale a pena conferir.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ken Robinson: Mudando os paradigmas da Educação

Professor: A pessoa que professa ser um especialista em alguma arte ou ciência.
Fonte
Educador: O termo educação em si tem como origem duas palavras latinas - educare e educere -, a primeira se aplica mais ao sentido de conduzir o indivíduo de um ponto onde ele se encontra para outro que ele (ou se deseja que) ele aspire alcançar. Educere, por sua vez, se refere a promover o surgimento de dentro para fora das potencialidades que o individuo possui, é o deixar e promover o desenvolvimento ou o "crescer" (GRINSPUN)

Mais uma vez Sir Ken Robinson faz lúcidos e oportunos comentários sobre a necessidade de mudança urgente em um problema comum a maioria das nações insdustrializadas, em desenvolvimento cujas economias dependem mais da inovação. O problema comum é um modelo de educação inerte, falido e comprometedor do futuro e prosperidade dessas nações. Uma lição e um alerta para professores dos diferentes níveis que não atingem os pré-requisitos para serem considerados educadores.

sábado, 6 de novembro de 2010

Resultados do James Dyson Award

Gosto muito de postar novos conceitos de produtos que valorizem o design, inclusive sinto falta de ter contato com esse tipo de profissional o que me leva abuscar documentários como o Objectfied.

Há algum tempo fiquei sabendo do James Dyson Award. Trata-se de um prêmio internacional de design promovido pela James Dyson Foundation, como parte de sua missão de inspirar a nova geração de engenheiros e designers.

A iniciativa me faz imaginar o que poderia ser feito caso a FINEP continuasse a fomentar linhas como o Inova Engenharia. Programas como esse fazem falta para o Brasil.

domingo, 13 de junho de 2010

Um presente para os recém-formados.

Tradução do texto A Gift for Grads: Start-Ups de Thomas L. Friedman por Fernanda Grabauska.


Se você tem um filho ou uma filha que se forma na universidade este ano (nos EUA), você provavelmente me entenderá. Quando encontrar os formandos, é melhor não perguntar:– Ei, o que você vai fazer no próximo ano?Muitos não têm resposta. Não conseguem achar empregos relacionados a suas áreas de atuação. O tema da formatura deste ano é o seguinte: “Não pergunte. Não posso responder”.
Devemos algo melhor para nossos jovens – e a solução não é tão complicada, embora seja incrível o quão pouco é discutida em Washington. Precisamos de três coisas: novas empresas, novas empresas e mais novas empresas.
Bons empregos – em grande quantidade – não vêm do governo. Vêm de pessoas que assumem riscos ao iniciar um negócio – empreendimentos que tornam as vidas das pessoas mais saudáveis, mais produtivas, mais confortáveis ou mais divertidas, com serviços e produtos que possam ser vendidos ao redor do mundo. Não se ser a favor de empregos e contra os negócios.
Infelizmente, as relações atuais entre o governo Obama e as empresas estão tensas. Não estou falando de Wall Street, que merece os açoites de Obama. Mas de pessoas que produzem e vendem coisas. Estou falando de empreendedores e inovadores. Um número surpreendente deles me disse que havia votado em Obama, e agora estão infelizes. Muitas das críticas são injustas. Obama nunca conseguiu o merecido crédito por estabilizar a terrível economia que herdou. E as empresas nunca gostarão de alguém que aumenta o imposto de renda, especialmente para pagar pelo plano de saúde de outras pessoas – mesmo que isso seja o interesse da nação.
Dito isso, acho que parte das reclamações da comunidade empresarial a respeito de Obama tem mérito. Apesar de haver muitas iniciativas de “inovação” em seu governo, não são bem coordenadas nem promovidas por líderes versados. Esse governo está pesadamente preenchido de acadêmicos, advogados e tipos políticos. Não há uma pessoa experiente que já administrou uma grande empresa ou vendeu em escala global um novo produto inovador.E isso explica, parcialmente, por que esse governo tem se interessado em empurrar impostos, gastos sociais e regulações – e não expansão comercial, competitividade e formação de novas companhias. Inovação e competitividade parecem não interessar Obama. Mas essa estratégia poderia ser útil para o seu governo.
O que isso poderia incluir? Perguntei a duas das pessoas mais competentes nesse assunto, Robert Litan, vice-presidente de pesquisa e políticas da Fundação Kauffman, especializada em inovação, e Curtis Carlson, presidente executivo da SRI Internacional, especialista em inovação baseada no Vale do Silício.
Carlson disse que começaria por criar um gabinete para promover inovação e competitividade, para assegurar que os EUA permaneçam como “o novo formador de líderes empresariais no mundo”. A “Secretaria das Novas Companhias” teria entre as atribuições diminuir impostos corporativos em início de negócio, reduzir regulamentos custosos e expandir brechas fiscais para pesquisa e desenvolvimento.
Litan afirmou que grampearia um green card (visto de residência permanente) ao diploma de cada estudante estrangeiro que se formasse em uma universidade americana e pressionaria para um novo visto para empresários (o atual, o EB-5, requer US$ 1 milhão de capital, que poucos empresários estrangeiros têm). Garantiria residência temporária para qualquer estrangeiro que viesse ao país para estabelecer uma companhia e residência permanente se essa empresa gerasse certo nível de novos empregos em tempo integral e lucros. Uma das melhores ações, acrescenta Litan, seria um acordo orçamentário de longo prazo que lidasse com os pagamentos da seguridade social dos baby boomers (nascidos depois da II Guerra Mundial). Provar ao mercado de ações que temos, em termos fiscais, nossa casa em ordem a longo prazo manteria baixos os juros no futuro e, assim, “encorajaria o investimento privado mais do que qualquer corte em impostos”.
Não obstante, eu também cortaria os impostos sobre ganhos de capitais, de 15% para 1%, para qualquer negócio lucrativo. Quero que nossas melhores mentes ganhem muito mais abrindo novas empresas do que indo trabalhar em Wall Street para ganhar muito apostando contra companhias que já existem. Também imporia imposto sobre carbono e o equilibraria com um corte nos tributos em folhas de pagamento e taxas corporativas. Vamos taxar o que não queremos e encorajar o que queremos.
– Por sorte, este é o melhor tempo para inovação – disse Carlson, por três razões:Primeiro, embora a competição seja cada vez mais intensa, nossa economia abre enormes novas oportunidades de mercado. Segundo, a maioria das tecnologias – já que são crescentemente baseadas em ideias e bits e não em átomos e músculos – estão melhorando em percentuais exponenciais. Terceiro, essas duas forças – enormes mercados competitivos e veloz mudança tecnológica – estão abrindo uma ótima oportunidade depois da outra. É um tempo de abundância, não de escassez – assumido que fazemos as coisas certas com uma verdadeira estratégia de crescimento nacional. Se não fizermos a coisa certa, rapidamente se tornará um mundo de escassez.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Henry Chesbrough recomenda ação, educação e “circulação de cérebros”

Fonte: HBR Brasil

Um dos autores do artigo “Como a inovação aberta pode ajudar em tempos difíceis”, Henry W. Chesbrough esteve no Brasil em 22 de outubro durante um evento promovido pela empresa brasileira Allagi, especializada em inovação aberta. Esta foi sua segunda visita ao País. Na primeira, no ano passado, também a convite da Allagi, o especialista lançou a semente para a criação do Open Innovation Center do Brasil (centro de inovação aberta do Brasil). Lançado oficialmente em maio deste ano, o centro brasileiro é uma espécie de filial do criado por Chesbrough na Haas School of Business, da University of California em Berkeley, nos EUA, onde ele é professor e pesquisador. Aqui, Chesbrough assumiu neste ano o posto de chairman tanto do centro quanto da Allagi. Leia abaixo a entrevista exclusiva concedida pelo professor à HBR Brasil, sobre as oportunidades de inovar abertas às empresas brasileiras.

Que conselhos o senhor daria hoje aos líderes das empresas brasileiras sobre inovação aberta?
No Brasil não houve uma crise financeira como nos Estados Unidos e na Europa. A boa notícia, claro, é que não teve crise; a má notícia é que talvez haja menos urgência de inovar e mudar. Então, eu acho que, para o Brasil, o importante é não se tornar complacente; as coisas estão bem, mas precisam continuar a prosperar, para não ficar para trás. Os concorrentes se tornarão mais fortes globalmente quando saírem dessa recessão realmente difícil, o que significa que a competição global será mais acirrada daqui para frente. Então, acho que as empresas brasileiras devem aproveitar o momento para se tornarem mais e mais internacionais, exportar mais tecnologias criadas aqui no Brasil, e também para se tornarem parte da comunidade global de inovação, dividindo e colaborando com empresas tanto no País quanto fora.

Este é o objetivo do Open Innovation Center Brasil: ajudar as empresas brasileiras a se engajarem neste movimento?
É um deles. Acho que o primeiro de todos os objetivos é fomentar uma compreensão maior sobre inovação aberta nas universidades e escolas de negócios brasileiras, e ajudar a criar uma comunidade acadêmica para estudar inovação aberta, pesquisar onde ela existe e já funciona, onde não vai tão bem, identificar exemplos no Brasil que estejam mostrando que pode ser mesmo útil e efetiva, e dividir com outras empresas. Com isso, pretendemos engajar as companhias brasileiras também nessa comunidade, com as universidades e também entre si, criando uma comunidade brasileira. Por último, queremos criar uma comunidade internacional, entre escolas brasileiras e internacionais e entre empresas brasileiras e estrangeiras. Como se vê, a agenda é muito ambiciosa.

Com certeza. O senhor já teve a chance de conhecer empresas brasileiras que estejam praticando inovação aberta? Poderia dar alguns exemplos?
Eu estive pela primeira vez no Brasil pouco mais de um ano atrás, quando conheci algumas empresas. Duas delas eu conheci melhor, Natura e Omnisys Engenharia (subsidiária da Thales, empresa francesa do setor de defesa), e elas pareciam muito interessadas no assunto, começando a desenvolver projetos específicos que iriam gerar alguns resultados úteis e interessantes. E agora eu encontrei as empresas muito mais interessadas e mais ativas, o conceito está começando a se tornar mais presente, parte do pensamento inovador dentro da empresa agora. Então, antes, um ano atrás, inovação aberta era uma ideia e uma experiência; agora já está madura para ser parte do processo nessas empresas.

O senhor acha que as empresas brasileiras têm muito que aprender, em termos de inovação, com as multinacionais instaladas aqui?
Eu acho que a economia brasileira está crescendo a partir de suas fortes bases naturais para uma base de conhecimento para a economia do futuro, que eu acho que vai dar uma prosperidade maior, melhores condições de vida para as pessoas, e aprofundar a integração entre o Brasil e a comunidade econômica global. Acho que as universidades e companhias brasileiras têm muito que aprender com as estrangeiras, e vice-versa. Veremos cada vez mais contribuições do Brasil para o mundo, é uma via de mão dupla.

Como economia emergente, em desenvolvimento, temos mais oportunidades de inovar do que as desenvolvidas?
Acho que uma das maiores vantagens que o Brasil tem é que as soluções desenvolvidas aqui podem ser exportadas para muitos países, que podem não ter condições de comprar tecnologias caríssimas do Japão e dos EUA, mas podem estar muito interessados nessas tecnologias do Brasil, que têm potencial até de estar mais de acordo com suas realidades, além de custar menos. É de países como o Brasil que virá a maior parte do desenvolvimento mundial nos próximos dez anos. O País está muito bem posicionado para atender bem a novas demandas e oportunidades de crescimento ao redor do mundo.

Que setores da economia brasileira podem se destacar no cenário mundial, em termos de inovação? Biocombustíveis, por exemplo?
Claro! Inclusive a ideia de usar carros bicombustíveis é daqui — e em qualquer hipótese, no futuro, carros não dependerão mais de fontes de energia não renováveis como as petroquímicas, mas de eletricidade e biocombustíveis e outras fontes de energia. E o Brasil já é um líder nessa área, não apenas em questão de tecnologia, mas também na sua aplicação. Por isso, acho que é um modelo promissor, que pode ser copiado por outros países também.

Quais são as maiores oportunidades de inovação para o Brasil?
Acho que o caminho do desenvolvimento para o Brasil é atrair mais investimentos em educação da população. Porque na medida em que a sociedade caminha de uma baseada em recursos naturais para uma sociedade do conhecimento, o padrão de conhecimento da população fica mais e mais crucial. Uma oportunidade posterior para o País seria atrair mais estudantes estrangeiros para conhecer a cultura local, para aprender português. O Brasil, como sociedade, é muito atraente. Então, acho que não seria nada difícil convencer as pessoas a virem. Agora, com a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016, o Brasil ocupará um espaço cada vez maior na cena frontal do palco mundial. E essa é uma grande oportunidade para o Brasil, como também seria interessante enviar brasileiros ao exterior para estudar outros lugares. Essa circulação de cérebros do Brasil para economias mais desenvolvidas, e depois de volta ao Brasil de novo, é fundamental para fomentar a inovação.

Por que as empresas estão mais e mais interessadas em inovação?
Não por idealismo, mas por necessidade, pela concorrência e pela globalização, que vêm acabando com as possibilidades de imitação e passividade.

Por que inovação aberta?
A propriedade intelectual, ideia que ganhou força no século passado, vem sendo substituída pela colaboração na cadeia de valor, do começo da invenção até sua comercialização, é mais produtivo. Na verdade, não precisamos entrar em um jogo de tudo ou nada, a propriedade intelectual pode ser restrita à criação, mas desenvolvimento e venda podem ser compartilhados, por exemplo. Estudos realizados por grandes multinacionais como a Procter & Gamble mostraram que 90% das patentes desenvolvidas em seus laboratórios eram inutilizadas, não iam para frente, não geravam produtos nem serviços para serem comercializados. Por isso, a colaboração com outras empresas é importante. Mas a decisão da empresa vai depender do seu objetivo principal, se gerar receita ou distribuir seus produtos de forma mais ampla. Um bom exemplo é o setor de software. Já existem vários desenvolvidos e distribuídos de graça pela internet.

Como surgiu o movimento pela inovação aberta?
Os estudantes de universidades de ponta tiveram papel relevante. Muitos são contratados como estagiários de grandes companhias e são os grandes canais para troca de conhecimento entre ambas — escolas e empresas. As últimas descobriram que essa era uma maneira rápida e barata de ter acesso às grandes novidades pesquisadas em diversos campos da ciência. O surgimento das redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter, LinkedIn) alavancou ainda mais a inovação aberta. Não é à toa que a maioria das empresas inovadoras estão no ramo de tecnologia. O problema, porém, é a falta de um modelo eficiente para geração de receitas.

Existe algum outro setor ou perfil de empresa mais apto, ou que esteja mais à frente no uso dos conceitos de inovação aberta?
A princípio, pequenas e médias empresas são as que começam o processo. O segredo da inovação aberta é a especialização, baseada em conhecimento. E agilidade também é muito importante.

Como ficam os departamentos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) nessa nova realidade?
Devem parar de brigar para ser os protagonistas de toda inovação e assumir um novo papel, assumir a responsabilidade de integrar, conectar os vários departamentos da empresa entre si e também conectar-se com empresas e universidades e departamentos de P&D de fora. Na verdade, a inovação aberta pode alavancar o P&D — e vice-versa.

– Léa De Luca

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Definições e exemplos de Inovações

Interessante apresentação de conceitos sobre inovação produzida por John Barker da Consultoria Science Dynamics

domingo, 13 de setembro de 2009

Adicionando valor à produtos agrícolas: shaped fruits

Recentemente vi no blog Nyt uma matéria curiosa: Chineses criaram uma espécie de forma que faz com que uma perâ em desenvolvimento adquira o formato de Buda. A matéria na integra está no Daily Mail.
Procurei por empresas que produzam esse tipo de produto e encontrei a empresa Vegiforms® de Cincinnati - Ohio. A Vagiforms produz 5 tipos diferentes de formas.
O blog Design Swan também apresenta uma interessante lista de frutas conformadas

Um video japonês mostra uma empresa que produz melancias quadradas e piramidais.


terça-feira, 28 de julho de 2009

Algodão colorido da Paraíba busca registro no INPI


Fonte: www.inpi.gov.br

Ao iniciar o processo de indicação geográfica no INPI nesta segunda-feira, dia 27 de julho de 2009, os responsáveis pelo algodão colorido da Paraíba apresentaram mais do que um produto diferenciado (e colorido naturalmente): a idéia é aliar os aspectos ecológico, social e regional na produção de roupas e acessórios. E eles ainda possuem uma vantagem: o produto é antialérgico, pois os tecidos não precisam ser tingidos.

A certificação daria um impulso extra aos produtos têxteis feitos com o algodão colorido naturalmente, já vendidos em 150 locais no Brasil e 11 países, incluindo Estados Unidos, Japão, Itália e Austrália.

- Com a IG, pretendemos estimular a economia local e resgatar a memória da Paraíba na produção do algodão, mas com um olhar diferenciado, incluindo as preocupações social e ecológico – comentou Maysa Gadelha, diretora da Coopnatural, a cooperativa responsável pelos produtos com algodão colorido.

Por sinal, toda a cadeia produtiva está organizada no sistema de cooperativa. Cerca de 230 famílias em 25 cidades da Paraíba cultivam o algodão, cuja cor se deve à genética deste produto tradicional no estado nordestino. A venda do algodão gera mais de R$ 420 mil em renda para as famílias a cada ano.

Vale lembrar que toda a produção é feita sem agrotóxicos, o que garante o aspecto ecológico. A capacitação técnica dos envolvidos e a geração de renda asseguram o caráter social ao projeto. Finalmente, a expansão do negócio contribui para retomar a tradição da Paraíba na produção de algodão: a região de Campina Grande já chegou a ser a segunda maior exportadora mundial do produto.

- Mais de 80% das terras do estado já foram ocupadas pelo algodão, mas este percentual caiu para 50%. E nada substituiu a força econômica do produto na Paraíba – analisou Maysa Gadelha.
A partir de agora, o pedido será analisado pela Coordenação-Geral de Outros Registros, da Diretoria de Contratos de Tecnologia e Outros Registros do INPI. A coordenadora-geral da área, Maria Alice Calliari, festeja o interesse crescente pela IG (este é o quarto pedido em 2009, mesmo número de 2008 inteiro) e ressalta seu diferencial:

- A indicação geográfica é fundamental para a valorização dos produtos regionais e para a busca de novos mercados – disse.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Prêmio As Empresas mais Inovadoras do Brasil

Fonte: Época NEGÓCIOS

Políticos, pesquisadores, cientistas, intelectuais e inovadores reuniram-se na noite desta terça-feira (07/07) na entrega do prêmio As Empresas mais Inovadoras do Brasil, da revista Época NEGÓCIOS. A vencedora dessa primeira edição foi a empresa Chemtech.


Nikola Tesla foi um empreendedor?

"Deixem que o futuro diga a verdade e avalie cada um de acordo com o seu trabalho e realizações. O presente pertence a eles (Marconi e J.P. Morgan), mas o futuro pelo qual eu sempre trabalhei pertence a mim." ( Nikola Tesla - sobre a disputa dos direitos de patente que viabilizaram a transmissão a rádio)

Hoje, dez de julho, é a data do nascimento de Nikola Tesla. Se estivesse em carne e osso entre nós, seu bolo de aniversário teria 153 velinhas.

Tesla foi tema da nossa reunião da semana passada quando tivemos a oportunidade de assistir o documentário da PBS "Tesla, Master of Lightning". Após assistir o documentário particularmente reconheço que esse homem, apesar de seu lado excêntrico, "inventor orgulhoso" sobressair excessivamente em alguns momentos, foi sim um grande empreendedor, social.

Tesla desejava acima de tudo abreviar o processo de popularização do acesso à energia elétrica e conseguiu. Como inventor sua relação de pedidos de patentes fala por si só. Uma característica marcante foi o que entendemos hoje como responsabilidade social. Tesla (apesar do risco de algumas de suas experiências) acreditava e trabalhava por uma sociedade democrática, sem conflitos armados, aberta às novas idéias, empreendedora, guiada pelo conhecimento e geradora de inovação.

Para quem não teve a oportunidade de assistir "Tesla, Master of Lightning" fica para outra oportunidade. Abaixo um episódio de Maravilhas Modernas (History Channel) que foi dedicado ao inventor.


E o que você pensa? Tesla foi um empreendedor ou um homem obstinado em ser reconhecido com gênio?

domingo, 5 de julho de 2009

A história da L'Occitane

Fonte: Mundo S/A

A última edição do Mundo S/A superou minhas expectativas. Além de trazer uma história de empreendedorismo singular a descrição do ciclo de vida desse empreendimento não poderia ter sido mais didática.

A L'Occitane en Provence é uma empresa de cosméticos francesa, criada em 1976 por Olivier Baussan que por sua vez, desejava ciar uma empresa que celebrasse e preservasse as tradições de sua terra natal, Provence. L’Occitane significa “a mulher da Occitania”.

A empresa, em seu processo de desenvolvimento de produtos, não deixou de atentar para novas possibilidades. Um exemplo foi a criação da L'Occitane do Brasil que gerou uma interessante linha de filtros solares 100% naturais e cujas matérias-primas além de brasileiras são oriundas de métodos de produção alternativo: Buriti, Cupuaçu e Castanha do Pará.

Infelizmente o video online desta matéria foi retirado do ar.

sábado, 27 de junho de 2009

Palestra de Sir Ken Robinson: As escolas matam a criatividade?

Excelente palestra que discute o modelo educacional vigente ministrada pelo Sir Ken Robinson. Como nossas escolas sabotam a capacidade de inovar dos jovens? Como esse modelo se mantém?
Deixo meu agradecimento ao Sr. Helio Alberto Silvério Fernandes que fez um excelente trabalho traduzindo esse e outros conteúdos do TEDTalks.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Aproveitamento do Curauá na indústria de auto-peças

Fonte: Época Negócios

O curauá (Ananas erectifolius) é uma bromélia característica da amazônia paraense, em particular da região de Santarém. A fibra extraída de suas folhas é muito resistente, macia, leve e reciclável, permitindo composições para diversos usos na indústria. A matéria da revista Época Negócios mostra como o curauá, tornou-se uma das matérias-primas mais modernas da indústria de auto-peças e gerou emprego e renda no Pará.


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Brasileiro é criativo? Talvez não

O consultor Paulo Benetti, da empresa Inteligência Natural, que integra a Associação Brasileira de Criatividade e Inovação, derruba o velho mito de que brasileiro é criativo por natureza. O que inibe a criatividade, segundo Benetti, é o fato de o país ser autocrático, ou seja, aqui tudo vem "de cima": do chefe, do líder, do presidente. Como as empresas são extremamente hierarquizadas e os funcionários trabalham sob normas quase inflexíveis, a inovação é praticamente impossível. O resultado é a acomodação. Então, fica a pergunta: como criar um ambiente aberto à inovação?
Veja algumas ideias de Benetti:

- Frequentemente ouvimos que o brasileiro, famoso por seu "jeitinho", é uma pessoa criativa. Por outro lado, quando promovo encontros em empresas, o que mais escuto das pessoas são queixas sobre o fato de que elas não se sentem pessoas criativas. O fato é que em praticamente todos os países pobres acredita-se que o povo "é criativo", mas essa afirmação não se comprova na prática. Basta ver o número de patentes registradas no Brasil todos os anos, comparativamente a países como Estados Unidos ou muitos outros asiáticos.

- A criatividade está em todos nós, mas precisa ser estimulada. É importante que as empresas percebam que a inovação, a criatividade dependem não apenas das pessoas, mas também de um ambiente que as estimule, de processos que as viabilizem e da sua materialização em um resultado, um produto, uma ação.

- Notamos que as empresas criativas, inovadoras, trazem isso em seu DNA. Elas não têm problema algum para inovar, sabem como fazê-lo. Sua maior dificuldade está somente em encontrar uma boa ideia.

- O tema da inovação afeta, diretamente, as áreas de recursos humanos, pois cabe a elas criar o ambiente ideal, que vai favorecer a criatividade. Isso passa pela revisão de modelos de gestão de pessoas e é algo que demanda tempo, perseverança e, acima de tudo, vontade de ser inovador.

Benetti é autor de um dos artigos do livro Da criatividade à inovação, que será lançado pela Editora Papirus, e participará do 35° Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, em agosto.

sábado, 20 de junho de 2009

Qual é a sua idéia?

Em alguns momentos a mente parece uma tela em branco.




Pessoalmente acredito que na maioria das vezes quando nos concentramos demais em um problema ou no desenvolvimento de uma ideia aí é que podemos ficar sem uma resposta que realmente nos convença. Nosso subconsciente tem um papel muito importante nesse processo e geralmente ele pede um tempo e bons inputs para que possa entregar algo realmente relevante e que nos surpreenda, eureka!

Nesse momento vale a pena dar uma volta, lavar a louça, cuidar das plantas. Vale até bancar o Arquimedes e passar tempo na banheira... Mas não deixe tudo ao acaso. Existem maneiras que podem ajudá-lo a encontrar uma oportunidade que pode ser a essência de um potencial empreendimento.

Para isso você deve saber regular sua crítica. Uma mente ativa mas aberta pode fornecer com mais facilidade conceitos inovadores.

domingo, 3 de maio de 2009

Conceito de Inovação adotado pelo PRIME e outras fontes de Financiamento

“é o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente"

Mas afinal: o que é inovação?

Se formos considerar o dicionário, podemos encontrar:

“Ato de inovar; inserir novidades” Dicionário Aurélio

i.no.va.çãosf (lat innovatione) 1. Ato ou efeito de inovar. 2. Coisa introduzida de novo. 3. Renovação. Dicionário Michaelis

Lideranças dos negócios também buscaram construir definições para o termo. Peter Druker definiu inovação como “o instrumento específico dos empreendedores, o processo pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente"

Um artigo em português, sobre o mesmo tema, de Dórian L. Bachmann a e Jully Heverly Destefani também traz luz sobre a inovação em pequenas empresas.

Mas que tipo de inovação as políticas do governo estão dispostas a apoiar por meio de mecanismos de subvenção?

"Inovações Tecnológicas em Produtos e Processos (TPP) compreendem as implantações de produtos e processos tecnologicamente novos e melhorias tecnológicas substanciais em produtos e processos. Uma inovação TPP é considerada implantada se tiver sido introduzida no mercado (inovação de produto) ou usada no processo de produção (inovação de processo). Uma inovação TPP envolve uma série de atividades científicas,tecnológicas, organizacionais, financeiras e comerciais. Uma empresa inovadora em TPP é uma empresa que tenha implantado produtos ou processos tecnologicamente novos ou com substancial melhoria tecnológica durante o período em análise." - Manual de Oslo.

Inovação é a introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social que resulte em novos produtos, processos ou serviços. LEI No 10.973, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2004.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Incubadora: ambiente propício para novas empresas de base tecnológica

Fonte: Agência USP de Inovação

Abaixo segue um vídeo da palestra "Incubadora: ambiente propício para novas empresas de base tecnológica" promovida pela Agência USP de Inovação no dia 08 de abril.

Nessa palestra Oscar Nunes, coordenador de negócios internacionais do Cietec, apresenta os serviços prestados por uma das incubadoras de maior sucesso no Brasil, o CIETEC - Centro Incubador de Empresas Tecnológicas.